08/03/10

O "magro" Rangel

Paulo Rangel, que revelou grande entusiasmo na corrida às Europeias e no anúncio da sua candidatura parece ter perdido o fulgor. Primeiro com Pedro Passos Coelho e agora com José Pedro Aguiar Branco. A derrota nos dois debates poderá ser determinante para a derrota nas directas do PSD, pois PPC tem um eleitorado muito próprio e Aguiar Branco, que divide o seu eleitorado com Rangel, parece ter o apoio desse eleitorado, mesmo antes dos debates.
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Paulo Rangel terá que comer muita broa até às directas...

03/03/10

Futuro do PSD

Não passa pelo Passos Coelho.
Se inicialmente fiquei um pouco iludido com a sua presença (nas anteriores directas), hoje não o vejo como líder do principal partido da oposição e candidato a PM. Não fica bem a um candidato atacar tanto o seu próprio partido como PPC faz. E fica-lhe também mal colar Rangel à incompetência do PSD, quando foi Rangel o único social-democrata a vencer umas eleições no último ciclo eleitoral. Quanto à boca no final do debate... próprio de um miudo que tirou um curso à pressa (apesar de já ter formação numa das melhores universidades - J - que lhe dá contactos priveligiados) que não tem maturidade para liderar o partido em que se encontra quase desde que nasceu. Demasiadas semelhanças com o actual PM, pelo que posso dizer que este é o José Sócrates do PSD.
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Já Paulo Rangel, relativamente novo no partido, poderá a meu ver, ser o novo líder. Tem carisma e sentido práctico. Nao está viciado na política como PPC, que aprendeu todas as manhas e truques baixos. Este bem ao invocar o sentido de responsabilidade e necessidade do país bem como em afirmar que nunca atacou Luís Filipe Menezes quando este era o presidente dos laranjas.

02/03/10

Qualidade do Ensino Privado

Na edição de hoje do jornal Público, está escrito que a procura pelo ensino privado tem vindo a aumentar porque os pais procuram um projecto de segurança e há uma crescente preocupação pela qualidade do ensino.
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Em relação à segurança, não dúvido que uma escola privada seja mais segura, pelo menos as probabilidades de existência de rufias são menores, embora não seja um aspecto determinante e directamente relacionado com o bullying.
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Mas o que me deixa mais apreensivo é a qualidade do ensino. Não podemos traçar uma relação de causalidade entre qualidade do ensino e se a escola é pública ou privada. Aliás isso até pode vir a aocntecer no futuro e é natural que assim seja, mas para já tal não me parece verdade.
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Factos:
- Existiram várias escolas privadas que eram conhecidas por subir as notas dos alunos no 12º ano antes de entrarem para a faculdade. Se contarmos com os rumores, podemos ouvir insólitos como exames nacionais resolvidos no quadro durante a própria prova.
- Não temos ainda tradição de escola privada que possa atrair bons professores em massa.
- As universidades públicas são as melhores (e a Universidade Católica, talvez a melhor das privadas, não é melhor que as públicas, como FEP e Nova). Além do mais, a nível universitário, não existe uniformidade de notas entre o público e o privado. É por isso que não percebo como empresas com tradição pública (como EDP, PT, etc, etc) elegem como critério principal a nota final de 14, que numa universidade pública é um marco difícil e exigente, mas que numa privada está ao alcance da maioria dos alunos. O que faz com que estas empresas fiquem com alunos das instituições privadas. (Nota: não estou a falar do Rui Pedro Soares!!!)

Feminismo

Porque é que o feminismo não tem a conotação negativa do machismo e é visto como um acto heróico e libertador das mulheres? É igualmente uma forma de promoção da discriminação sexual.

26/02/10

"Uma questão de cidadania"

Sinto um misto de revolta, vergonha e desalento.
Vivo num país em que o Primeiro-Ministro é corrupto, o seu staff é corrupto, o Procurador Geral de República não é independente e, por cumplicidade, é também corrupto. Vivo num país em que pessoas importantes da nossa sociedade estão envolvidas num escândalo de abuso de menores (Casa Pia) e a justiça é demasiado lenta a lidar com este caso. Vivo num país em que a jornalista que desenterrou este caso é perseguida e mais ainda agora que denuncia as escutas que mostram a corrupção instalada no nosso país.
Vivo num país em que os jornalistas sem medo, que expressam a sua opinião são afastados, os seus programas e crónicas são encerrados, sendo verdadeiramente "um problema que necessita de resolução".
Vivo num país em que o PM é demasiado burro para entender conceitos económicos, mas ainda assim fala como se estivesse dentro do assunto.
Vivo num país com graves problemas de défice orçamental mas isso não impede o executivo de avançar para grandes obras públicas, que vão agravar e muito o défice, sobretudo no curto prazo onde o retorno não existe mas apenas o prejuízo. Vivo num país que "precisa" do TGV para se ligar rapidamente à Europa, quando o avião o faz muito mais rapidamente. Vivo num país em que uma deputada eleita pelo PS em Lisboa tem as viagens pagas para França (sua residência) todos os fins-de-semana.
Vivo num país em que o PM tira o curso ao domingo, numa universidade sem prestígio nenhum, com números de telefone do tipo 21XXXXXXX e códigos postais de 1250-XXX quando nessa altura os número de telefone tinha indicativo (01) XXXXXXX e os códigos postais eram apenas de 4 dígitos.
Vivo num país em que o PM devia ter a justiça à perna devido ao caso Freeport, mas toda a gente sabe que não lhe vai acontecer nada.
Vivo num país em que o PM exerce influência em meios de comunicação social e tem mesmo um plano para os controlar, e nada lhe acontece. Nem sequer o PGR abre um inquérito porque também não é independente.
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E o pior de tudo é que vivo num país onde as pessoas riem-se disto tudo e fazem piadas. E como se não estivessem contentes, a sua maioria, vota neste corrupto. E para agravar, ainda existem uns cegos que conseguem defender o PM, apesar de todas as provas que existem para o acusar. Num país a sério, o PM tinha-se demitido. Num país a sério, o Governo tinha caído por iniciativa própria ou por decisão do Presidente da República. Num país a sério, Manuela Moura Guedes continuava com o seu jornal de sexta na TVI, por mais que incomodasse o Sócrates e por mais que eu não gostasse. Num país a sério, Mário Crespo continuava com a sua crónica num dos principais jornais de referência nacional. Num país a sério, José Manuel Fernandes não era pressionado para abandonar o seu jornal. Num país a sério, José Eduardo Moniz continuava na TVI. Num país a sério, Felícia Cabrita não era perseguida politicamente por desenterrar o caso Casa Pia (que envolve socialistas) nem por denunciar o nosso PM corrupto. Em vez disso, era homenageada nas comemorações do 25 de Abril.

Solidariedade paga imposto

Por cada mensagem enviada para ajudar a madeira, o Estado arrecada 12 cêntimos (IVA de 20% sobre 60 cêntimos), mais do que os 10 cêntimos de custos das operadoras. Ou seja, do total que pagamos, 17% vai para o Estado (via Imposto), 14% para as operadoras (compreendo desde que seja preço de custo e mesmo assim acho que podia - e não deviam - contribuir nem que fosse com a diminuição deste custo) e 69% para as operadoras.
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Ao ponto que chagamos. Depois da dupla tributação (que entretanto foi abolida, mas o montante total de imposto permaneceu igual - escândalo!) também pagamos imposto para ajudar a reconstrução da Madeira... e também ajudamos o Estado a pagar as viagens da deputada Medeiros (eleita pelo ciclo eleitoral de Lisboa - PS) a ir a Paris todos os fins de semana e ainda a distância de sua casa até ao aeroporto. Ridículo.

25/02/10

Contra-Informação

É triste saber que temos um PM corrupto. E pior ainda é que a cada dia que passa, sabemos que ele é ainda mais corrupto do que nós imaginavamos. Como se não bastasse as polémicas que já está envolvido (licenciatura, Freeport, guerra com jornalistas, negócio da PT, contratação de Luís Figo, entre outros) sabemos que a máquina tentou incriminar Manuela Ferreira Leite, líder do principal partido da oposição, e a Presidência da República, cuja relação institucional não tem sido a melhor.
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Segundo as revelação da revista Sábado, Sócrates (imaginem!) mentiu mais uma vez no programa de Miguel Sousa Tavares "Sinais de fogo" quando disse que nunca tinha falado com nenhum administrador da PT sobre o negócio da ´Media Capital. A verdade é que numa das escutas Rui Pedro Soares diz a Paulo Penedos que tinha falado com Sócrates e que este tinha ficado descontente por não ter sido informado dos pormenores da operação.
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A partir da data desta escuta (25 de Junho de 2009), os investigadores começaram a estranhar mudanças no discurso dos escutados e desconfiam que tenham sido plantadas falsas informações, dizendo que José Eduardo Moniz tinha informado Manuela Ferreira Leite sobre o negócios (desmentido por ambos) e que a Presidência já tinha sido informada também.
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Para além de serem corruptos, querem atirar areia para os olhos dos outros e envolver terceiras partes neste escandaloso caso. É verdadeiramente grave e é bom que as pessoas tenham consciência disso. Se o PR fosse outro (como por exemplo Jorge Sampaio) o Governo já tinha caído há muito...